Empresa de consultadoria na gestão de projectos, a PMO Consulting promove o aumento da produtividade e flexibilidade nas organizações, optimizando a capacidade de negócio das empresas. Alexandre Rodrigues, executive partner da PMO, Doutorado (Ph.D.) em Gestão de Projectos e Gestor de Projecto certificado pelo Project Management Institute, explica de que forma esta empresa funciona como uma mais-valia para os parceiros com que colabora.
Em que consiste o serviço da PMO Consulting e de que forma se assume como uma mais-valia competitiva?
Somos uma empresa que faz consultadoria na área da gestão, mais especificamente em gestão de projectos. O nosso papel é o de ajudar as empresas a gerir melhor o seu negócio, à semelhança do que fazem as consultoras de gestão. No entanto, o nosso serviço destaca-se por incidir na vertente dos projectos e sua gestão. Trata-se de uma vertente importante, uma vez que hoje em dia uma grande parte da actuação das empresas passa por realizar projectos, seja no sentido de implementar novas soluções que servem para montar a sua estrutura produtiva, seja para aumentar os seus níveis de produtividade, ou então para criar novos produtos e serviços, apresentando-os junto do cliente.
Anteriormente não era assim: uma empresa gastaria cerca de dez por cento do seu orçamento em projectos, apostando na venda em quantidade. Actualmente, o negócio já não acontece desta forma: num mercado cada vez mais competitivo e inovador, as empresas são pressionadas a estar constantemente a inovar e a adaptar-se a novas realidades. Por isso, gastam em muitos casos mais de metade do seu orçamento a realizar projectos, sejam comerciais, sejam internos. A consequência desta realizada é muito clara: para as empresas gerirem bem os seus negócios, têm de ser eficazes na gestão dos seus projectos. Realizar projectos já não é uma opção: a questão é se os gerimos bem ou mal, ou se, em último caso, os deixamos de gerir...
A gestão de projecto é uma realidade nova para os empresários nacionais?
A ciência e prática profissionalizada da gestão de projectos – o Project Management – é um conceito recente em Portugal e na nossa cultura. Na PMO Consulting, temos vindo a criar um mercado à volta desta necessidade. Somos das poucas, senão a única empresa em Portugal, a trabalhar exclusivamente nesta área. As empresas começam a perceber que gerir projectos não é uma arte para a qual se tenha de 'reinventar a roda', existem práticas e processos bem estabelecidos, e inclusive a própria certificação profissional do prestigiado Project Management Institute (PMI), associação profissional que desenvolve competências nesta área.
Na PMO Consulting, ajudamos as empresas a gerir melhor os seus negócios através de projectos; é neste aspecto que nos diferenciamos no mercado, pois não ajudamos as empresas a melhorar o seu negócio através da simples optimização de operações correntes. Na verdade, não somos uma consultora tradicional que actue na área da contabilidade, nem tão pouco somos uma consultora tecnológica. Somos uma consultora para a gestão de projectos.
A gestão de projectos é uma disciplina muito mais enraizada nas culturas Anglo-Saxónicas e do Norte da Europa e constitui um dos principais factores de produtividade nestas economias, da qual o nosso País tanto carece. Fala-se por vezes em educação e qualificação profissional dos nossos recursos, o que é importante, mas, efectivamente, o problema das nossas empresas, nomeadamente em se internacionalizarem, prende-se com a sua incapacidade de competirem com as empresas internacionais. O factor de diferença já não é o preço, pois o negócio não é feito por quantidade, mas pela capacidade de inovar, por conceber e implementar soluções diferenciadoras e pela gestão dessa inovação, no sentido do cumprimento rigoroso dos prazos e orçamentos. Ou seja, de entregar rapidamente os resultados associados a novos produtos, bem como a capacidade de ter previsibilidade no retorno dos investimentos mais arriscados. As nossas empresas são muito criativas, por vezes muito boas tecnicamente, mas em termos de gestão estamos abaixo da média do mercado; isto retira-nos produtividade e competitividade.
Assim, a nossa empresa tem como missão ajudar o nosso mercado a desenvolver-se em prol da competitividade. Neste sentido, temos trabalhado com pequenas e grandes empresas que são o motor da nossa economia nas áreas das telecomunicações, banca e seguros, construção civil, entre outros sectores bem como com prestigiadas empresas internacionais instaladas no nosso mercado.
Iniciando a actividade no mercado nacional começaram, progressivamente, a actuar em mercados estrangeiros?
De facto, a nossa internacionalização começa na raiz da nossa empresa. Sendo um dos sócios fundadores, comecei por desenvolver a minha carreira profissional na Gestão de Projectos no Reino Unido, onde fiz o meu doutoramento e onde trabalhei na indústria de defesa, passando mais tarde pelos Estados Unidos onde estive a trabalhar numa consultora internacional também na área da gestão de projectos; depois regressei a Portugal. Quando cheguei, ao mercado pouco conhecia esta importante disciplina de gestão e a primeira etapa passou por, rapidamente, lançar serviços no mercado como consultor independente nesta área. Pelo background internacional que trazia, consegui iniciar facilmente o projecto de lançar uma empresa. Nos últimos quatro anos, a nossa carteira de Clientes cresceu exponencialmente tendo-nos pressionado a montar uma estrutura mais sólida para a empresa. Mas a internacionalização não acontece apenas por entrarmos neste grupo, mas porque já realizávamos trabalhos em vários países, nomeadamente, no Reino Unido, África do Sul, Moçambique, Angola e, mais recentemente, na Austrália.
Esta experiência na Austrália é um exemplo muito interessante do que é a mais-valia da real produtividade. A BHP Billiton é um grupo empresarial globalizado que actua nos sectores dos recursos naturais e derivados, possuindo escritórios em todo o mundo – trata-se do grupo económico com um dos mais elevados níveis de lucro em 2005 em todo o mundo. A questão é: porque terá vindo buscar o nosso know-how, para melhorar os seus índices de produtividade? Bom, porque tivemos a oportunidade de uma experiência anterior em Moçambique numa das empresas do seu grupo, a Mozal – o maior produtor mundial de alumínio e motor da economia Moçambicana – e os resultados surgiram a partir daí; num grupo globalizado, a mensagem sobre a qualidade dos nossos serviços rapidamente atravessou continentes.
Mas não existem problemas de logística, devido às distâncias?
No mundo do negócio, a diferença entre a ameaça e a oportunidade depende da atitude que se tenha perante as coisas. Temos uma verdadeira política de trabalho móvel. Por exemplo, dos momentos em que consigo ser mais produtivo, acontecem quando me encontro num avião a fazer uma viagem longa, pois levo o portátil comigo e em Business Class tem-se electricidade e em alguns casos mesmo acesso à Internet. Quando realizei este serviço na Austrália estava longe, mas, na verdade estava também muito perto, por mais paradoxal que pareça. Trabalhava no Cliente até às seis da tarde, chegava ao hotel e cá eram cerca de nove da manhã, o que me permitia acompanhar todas as actividades remotamente até ao meio da tarde de cá (não deixando, claro, de aproveitar o final de semana para visitar a maior barreira de coral do mundo!). É esta a nossa forma de actuar perante o que de outra forma seriam condições adversas à produtividade. O factor número um da produtividade é, de facto, a atitude.
Um outro exemplo de trabalho à distância no mercado internacional é o trabalho que temos vindo a realizar para a NATO C3, centro localizada em Hague na Holanda, organização que tem uma forte cultura de projectos. Porque é que nos escolhe a nós como fornecedor? Mais uma vez, pelas referências que reuniram e por comprovarem a nossa eficácia e eficiência.
Para além destes, em que outros projectos, de grande envergadura é que estão envolvidos?
É necessário distinguir duas situações, primeiro há que considerar a dimensão do cliente e depois a do projecto. Dependendo das indústrias temos projectos de grande e menor envergadura.
Em termos de projectos de grande dimensão, tivemos 'em mãos' o grande projecto informático do País, que terminou em 2005. Um projecto que envolveu mais de 250 consultores internos e externos. Esse projecto terminou em Novembro, e falamos de uma iniciativa avultada, que envolveu várias dezenas de milhões de euros e que durou mais de um ano. Mas também colaboramos com empresas ajudando-as gerir projectos mais sectoriais. A Autoeuropa é um desses casos. Concretamente, estamos a falar da nova linha de produção, para a qual é preciso remodelar o sistema informático.
Estamos envolvidos no sector da construção, que engloba projectos que tipicamente mobilizam mais valores, desde as infraestruturas eléctricas até aos empreendimentos. Também colaboramos com empresas mais pequenas, onde não prestamos serviços para um projecto específico, mas gerimos o portfolio, a carteira de projectos.
Podem ter lugar duas situações principais: o projecto de grande dimensão que o cliente quer gerir bem, ou o cliente que possui uma perspectiva mais abrangente e pretende implementar boas práticas transversais, independentemente dos projectos que está a executar.
Em termos de projectos, com dimensão e retorno, Portugal pode-se comparar com os restantes parceiros europeus?
Sim, temos exemplos recentes como o Euro 2004, a Expo 98, iremos ter o TGV; o nosso País faz, de facto, muitos investimentos. Hoje em dia, os países da Europa já deixaram de ver o valor do investimento como o único sinal de desenvolvimento, tenta-se conseguir o máximo, mas ao custo mais baixo. Agora, ao nível do investimento na mudança, Portugal é um País muito volátil em termos de tendências e, por isso, tem de mostrar capacidade de acompanhar as mudanças, mas com investimentos que sejam justificados. No que toca às práticas de gestão é importante que os empresários percebam que estas são a base da produtividade. Ainda se pensa mito que é na componente técnica que reside o segredo. Não se aposta em ferramentas de visibilidade da gestão; nós ajudamos as empresas nesse campo.
Em termos de futuro, o que está a ser preparado pela PMO Consulting?
Várias iniciativas. Por exemplo, a convite de uma universidade espanhola, vamos começar a administrar uma pós-graduação em Gestão de Projectos em Madrid. É uma forma de conquistarmos espaço no mercado Ibérico. É curioso verificar que as instituições de ensino superior começam a prestar atenção aos nossos serviços. Nesse contexto vamos ainda este ano colaborar com o ISEP e possivelmente com a Universidade Nova de Lisboa. A entrada no mercado espanhol é interessante e penso que temos todas as condições para sermos bem sucedidos.
Internacionalização: O Caminho
O que é mais importante para um bom percurso internacional?
O mais relevante, para nós, são as parcerias estabelecidas com empresas de grande projecção. É fundamental que as empresas comecem a apostar numa gestão adequada dos projectos, com ferramentas de visibilidade. Em Portugal, temos boa capacidade técnica e, mesmo ao nível da tecnologia, existem empresas que se destacam, mas ao nível da capacidade produtiva, que as boas práticas de gestão de projectos trazem, ainda apresentamos baixa maturidade.
Não adianta investir e construir, se depois os resultados não aparecem. O nosso País tem graves problemas ao nível da operacionalização da estratégia. Através de uma gestão de projectos moderna e avançada, nós fornecemos essa mais-valia – aliás como o prova o facto de efectuarmos, a partir de Portugal, serviços de consultadoria em gestão em vários mercados estrangeiros, bem mais desenvolvidos do que o nosso.
Temos um grande enfoque nos nossos recursos humanos, com elevados índices de formação e de melhoria de processos e procedimentos. É na filosofia, valores e cultura da empresa, do que resulta uma atitude positiva, enfocada e ganhadora dos nossos colaboradores, que reside o segredo do sucesso.


